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*publicado em 25/10/2012 - 13h00
Jack Bruce: Teatro Bradesco - São Paulo/SP
Katy Freitas
Redação TDM
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O músico escocês Jack Bruce, mais conhecido por ser baixista e vocalista do lendário e revolucionário power trio Cream, ao lado de Eric Clapton e Ginger Baker, está no Brasil pela primeira vez e se apresentou no Teatro Bradesco, em São Paulo, na noite desta quarta-feira, 24.

Ainda que Bruce, hoje com 69 anos, tenha passado por outras diversas bandas, tenha realizado projetos musicais dos mais variados, a expectativa e até o “alto padrão de exigência” com os músicos que acompanham uma lenda viva do rock deste porte, são detalhes delicadíssimos. Pois bem, o cara fez um espetáculo com sua Big Blues Band, formada por Tony Remy (guitarra), Frank Tontoh (bateria), Paddy Milner (piano), Nick Cohen (baixo) e Winston Rollins, Derek Nash e Paul Newton nos metais.

Às 21h00 a plateia, formada especialmente por músicos, fãs do Cream e jovens adoradores do rock ‘n’ roll, se ajeitava em seus assentos com uma clara ansiedade, até que as luzes diminuíssem e Jack Bruce chegasse para dar início ao show. Com seu baixo fretless, ele saudou os paulistas e mandou “First Time I Met The Blues”, aquele clássico que tocava na época do Graham Bond - com Baker, inclusive.

Já nas primeiras músicas era seguro dizer que seria uma noite histórica. E foi. O som de baixo que ele tira é algo fora do comum. Depois do groove sensacional de “Neighbor Neighbor” veio “Politician”, empolgando o público que marcava o tempo com palmas. Bruce agradeceu em português: “obrigado, São Paulo”. Os fãs animados gritavam pelo ídolo e um deles elogiou a camisa do time do Santos que o baterista usava. Jack, em inglês, perguntou bem humorado “o que raios você disse?”. Frank Tontoh teve seu outro momento de destaque em ótimo solo de bateria, com direito a um samba.

Com standards do blues, como “Born Under A Bad Sign” e “Spoonful”, de Howlin’ Wolf e gravada pelo Cream no disco de estreia da banda “Fresh Cream” (1966), o repertório trouxe aos ouvidos de cerca de 1.300 pessoas algumas canções do trabalho solo de Bruce, por exemplo, “Tickets For Waterfall” e “Theme For An Imaginary Western”, que são canções do álbum “Songs For A Tailor” (1969). Nesta última, Bruce sentou-se ao piano e fez uma linda performance. "We're Going Wrong" não podia ficar de fora e teve uma belíssima execução com solo inspirado do guitarrista Tony Remy.

Além da aula (nível avançado) de contrabaixo, na qual o professor Bruce explorou o braço de seus baixos Warwick de forma surreal, um dos destaques foi o vocal perfeito, potente e afinado que ele continua apresentando. A sensação de ouvir ao vivo essa voz tão peculiar, presente numa vida toda em discos do Cream, é de se guardar na memória para sempre.

Quando finalmente chegou a hora de “White Room”, a plateia foi à loucura e, boa parte, descontroladamente levantou para se aproximar ao palco - outro grande momento do show. Isso se repetiu em “Sunshine Of Your Love”, aquela que todos queriam ouvir e o maior clássico do maior power trio da história do rock.

Antes de deixar o palco, Bruce agradeceu e disse ter sido um prazer tocar para o público de São Paulo. Na volta para o bis, “Mellow Down Easy” e “The Consul At Sunset” encerram o set de quase duas horas. É verdade que apesar da grande simpatia ao longo do show, Bruce deixou palco sem de despedir. Mas deixou na história um show emocionante e memorável. Jack Bruce & His Big Blues Band se apresentam hoje, 25, em Buenos Aires. No dia 26, eles tcoam no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre.
Artistas relacionados: Jack Bruce, Cream
Tags: Shows
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