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*publicado em 4/6/2012 - 12h32
Apocalyptica: Espaço Santa Clara - São Paulo/SP
Edi Fortini
Redação TDM
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Uma ótima ideia, criatividade e uma boa estratégia. Essa é a receita de sucesso dos finlandeses do Apocalyptica. Para quem ainda não os conhece: alguns violoncelistas se reuniram para fazer, inicialmente, ‘covers’ de músicas do Metallica. Em 1996 lançaram seu primeiro trabalho, “Plays Metallica by Four Cellos”, chamando bastante a atenção da mídia para aquela novidade. Com outros trabalhos de ‘covers’, aos poucos o grupo ganhou uma quantidade considerável de fãs. Então decidiram mostrar seu trabalho próprio (afinal de contas, não dá pra passar a vida inteira vivendo disso com o grande talento que a banda possui) e foi muito bem aceito mundo afora.

Aos poucos, mais mudanças: um baterista e um vocalista entraram para esse time de sucesso. Hoje, o Apocalyptica é praticamente uma banda “comum” de metal e cellos, com o carinho ganho de milhares de fãs por todo o mundo.

A banda já esteve em terras brasileiras em 2005 abrindo um show para o Megadeth e desde então os fãs aguardavam por uma apresentação só deles. No início do ano, foi divulgado que haveria um show gratuito, na praia do Guarujá (litoral norte do estado de São Paulo). Sem muitas informações, logo esse evento foi cancelamento, deixando os fãs muito tristes.

Há alguns meses, a produtora Dark Dimensions anunciou uma data em São Paulo e a movimentação de fãs foi grande. Logo já estavam organizando excursões de outros estados e, com isso, os ingressos foram vendidos bem rápido. Para suprir essa demanda, mais uma data foi. A apresentação do sábado (02) aconteceu no Carioca Club, casa bem conhecida dos headbangers da capital, com ingressos esgotados e no domingo (03), foi a vez do Espaço Santa Clara recebê-los.

“Quem vai se juntar a nós hoje, no Espaço Santa Clara para celebrar a música e o poder refrescante e curador do Metal e da doçura? Eu estarei lá, com certeza“ foi a mensagem de Perttu algumas horas antes do show do domingo.

A casa teve uma produção excelente. A iluminação estava ótima, a acústica do local estava impecável e a estrutura do local proporcionava um clima mais intimista, que foi perfeito para a apresentação.

Com um pequeno atraso no horário marcado, logo se ouviu a introdução de “Hallelujah”, do Jeff Buckley, música escolhida para abrir as apresentações do grupo. Aos poucos, Eicca Toppinen (violoncelo), Paavo Lötjönen (violoncelo), Perttu Kivilaakso (violoncelo) e Mikko Sirén (bateria) subiram ao palco e o êxtase de todos ali ficou evidente.

“On the Rooftop With Quasimodo” iniciou a apresentação com um jogo de luzes sob o qual mal se viam os músicos. Seguindo o show, tocaram “2010” e “Grace”, surpreendendo quem ainda duvidava da capacidade dos integrantes. Logo o vocalista Tipe Johnson se junta à banda para completar o time.

O carisma ganhou todos ali. Eles se comunicaram com o público o tempo todo e era evidente que estavam gostando muito de estar ali. A plateia vibrou, aplaudiu, acompanhou cantando todas as letras.

O setlist contou com “Master of Puppets”, “Seek n destroy”, “Nothing else Matters”, do Metallica, “Refuse/Resist” e “Inquisition Symphony” do Sepultura, além de “I’m not Jesus”, “Quutamo” “Sacra”, “Last hope” e “Life burns”, dentre outras.

Diferente do sábado, no domingo os fãs ganharam as músicas “One”, “For Whom The Bell Tolls” e “Not Strong Enough”. Quem foi nos dois dias disse que no domingo a apresentação foi ainda melhor, justamente pela atmosfera mais intimista.

O bis do grupo foi deveras matador: “One”, do Metallica, “I don’t Care” (cantada em uníssono por todos ali presentes), “Enter Sandman” e, por último, uma das mais esperadas pelos fãs da música clássica popular: a belíssima “Hall of the Mountaing King”, baseada na peça de Edvard Grieg.

A casa aplaudiu de forma monstruosa o carinho e o profissionalismo dos finlandeses, que demonstraram abertamente gostar muito do público brasileiro. Eles agradeceram muito aos fãs e prometeram voltar em breve. Algumas horas depois, Perttu novamente mencionou o show no seu perfil do Facebook: “Mais um show perfeito em São Paulo. Assim é fácil dizer que amo meu trabalho. Vocês nos deram excitação e calafrios. Obrigaaaadoooo”. Agora é torcer pra que eles não demorem mais sete anos para retornar ao Brasil.
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