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*publicado em 05/07/2013 - 13h33
Black Sabbath: 13
Álbum é como uma retomada do ponto de onde parou, quando Ozzy foi expulso, mas com uma roupagem atual.
Rafael Sartori
Redação TDM
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Desde que surgiu, e levando em conta todas as idas e vindas, o Black Sabbath contabiliza nada menos do que 45 anos de vida. Só por essa razão, lançar material inédito com três de seus quatro integrantes originais, já seria algo impressionante. Mas “13”, como foi intitulado o disco, é histórico por se tratar do grupo que praticamente inventou o Heavy Metal - ou pelo menos deu uma enorme contribuição para moldá-lo da forma como o conhecemos hoje.

Surpreendentemente, a peça ausente na formação não é o tresloucado vocalista Ozzy Osbourne, que ainda está vivo e se virando como pode nos palcos. Quem ficou de fora dessa reunião, por motivos não totalmente esclarecidos, foi o baterista Bill Ward. Em seu lugar está o competente Brad Wilk, conhecido por tocar no Rage Against the Machine e Audioslave.

É verdade que Tony Iommi, Geezer Butler e Ozzy já se reuniram para outras turnês durante as duas últimas décadas, mas “13” é um álbum novo de verdade, e isso não acontecia há 35 anos. A produção ficou a cargo do veterano Rick Rubin, que decidiu pela simplicidade, deixando o baixo bastante presente e a guitarras com aquela distorção cavernosa.


O maior trabalho deve ter sido deixar a voz de Ozzy redondinha, mas as linhas de “13”, de maneira geral, não exigem muito. O ‘madman’ se apoia em um tom mais grave e falado, deixando o trabalho duro para Iommi, que continua imbatível na criação de riffs macabros e cadenciados (embora, é claro, você terá a sensação de que já ouviu tudo isso antes).

Talvez para tentar provar que não estão preocupados com o lado comercial da coisa, as duas primeiras músicas do repertório somam nada menos que 17 minutos. Ou seja, qualquer um que não seja fã do Black Sabbath e de heavy metal certamente vai desistir por aí mesmo - até porque existem outras três faixas que passam dos 7 minutos cada. Vale ressaltar, porém, que esse tempo não é preenchido com solos de Iommi, mas com passagens pesadas, maciças e bem construídas.

A coisa só fica um pouco mais psicodélica e setentista em “Damaged Soul” e “Dear Father” que encerram o álbum e trazem à tona timbres vintage e o uso de elementos como harmônicas e o efeito ‘flanger’. Isso, claro, sem contar “Zeitgeist”, que é totalmente viajante, com percussão e violões ao estilo da velha “Planet Caravan”.

“13” é a retomada do Black Sabbath no ponto de onde parou quando Ozzy foi expulso, nos idos de 1978, mas com uma roupagem atual. Vale a pena, inclusive, investir na edição especial que vem com um CD extra e alguns bônus, incluindo a ótima “Methademic”.

A banda passa por São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro em outubro, onde toca junto com o Megadeth. Obviamente a expectativa maior é em ouvir os grandes clássicos ao vivo, mas as novas músicas, embora longas, não vão esfriar o público.
01. End of the Beginning
02. God Is Dead?
03. Loner
04. Zeitgeist
05. Age of Reason
06. Live Forever
07. Damaged Soul
08. Dear Father
09. Methademic
10. Peace of Mind
11. Pariah
12. Naivete In Black
Avaliação:
Selo: Universal Music
Ano de lançamento: 2013
Artistas relacionados: Black Sabbath
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