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*publicado em 5/10/2000 - 00h00
Kurt Cobain: Suicídio?
Lizandra Pronin
Redação TDM
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Divulgação
Essa matéria não tem a intenção de desvendar nenhum mistério do caso Kurt Cobain. É um texto que reúne informações coletadas em pesquisas feitas na Internet. Nossa intenção é trazer essa história ao alcance dos fãs, dos curiosos e de quem mais possa interessar.


No dia 5 de abril de 1994, o líder do Nirvana, morreu com um tiro na cabeça. A investigação policial conclui que foi suicídio. Na época o caso foi muito “falado”, muito alardeado pela mídia em geral, o que com certeza tirou o sossego de muita gente que tinha contato com Kurt.

Logo de cara surgiram histórias que traziam outra versão para a morte do músico. Algumas pessoas realizaram investigações, oficiais e não-oficiais, e muitos acreditam que tudo possa ter sido uma conspiração, um assassinato, discordando da versão oficial da polícia. Vejamos alguns fatos...

O corpo do vocalista foi encontrado por Gary Smith, um eletricista contratado dias antes para fazer alguns reparos na casa de Kurt e Courtney. Smith entrou pela garagem e viu, através de uma janela, o corpo estendido no chão com manchas de sangue na cabeça. Logo que a polícia chegou, o corpo foi identificado: era Kurt Cobain, líder do Nirvana, banda grunge conhecida no mundo todo, com milhões de álbuns vendidos e fãs espalhados por todo o planeta.

A arma que matou Kurt foi comprada junto com um amigo. Dylan Carlson acompanhou Kurt a uma loja para comprar um revólver no dia 30 de março de 1994. Carlson diz que, mesmo percebendo o estado deplorável do músico (estava usando drogas em exceso nessa época), acreditou quando ele disse que precisava da arma para proteger-se de ameaças de morte. Conta que nunca pensou que Kurt poderia cometer suicídio.

Uma pessoa importante nessa história: Tom Grant, detetive particular contratado pela própria Courtney para encontrar o marido (que havia fugido de uma clínica de recuperação) apenas dois dias antes de sua morte. Grant teve acesso a uma série de informações a respeito do ocorrido, já que foi a própria Courtney quem o contratou.

Para Grant, Kurt foi assassinado. Ele justifica seu ponto de vista afirmando que nenhuma pessoa com 1,25 mg de heroína no sangue misturados a Valium - um calmante - (como revelou a autópsia de Kurt) conseguiria ter consciência suficiente para apontar uma arma para a prórpia cabeça e puxar o gatilho. É importante lembrar que, para muitos, Grant não passa de um oportunista tentando ficar conhecido com este caso...

Grant afirma que Courtney atrapalhou suas investigações de todas as maneiras possíveis quando ele começou a desconfiar de que a morte era um assassinato e que ela poderia estar envolvida de alguma forma.

O detetive inclui outra pessoa nessa história: Rosemary Carroll, advogada de Cobain. Grant alega ter gravações de conversas com Carroll, onde ela incentiva a investigação do caso, duvidando da versão de “suicídio”. Numa dessas conversas com Grant, Carrol teria dito que Love não tinha nada o que fazer em Los Angeles naquela semana (da morte de Kurt), que não tinha negócios por lá. Desse modo, Courtney Love estaria forjando um álibi. Ainda sobre Carroll, Grant conta que a pedido de Cobain, a advogada estaria preparando os papéis de divórcio e tirando o nome de Love do testamento do músico.

O livro Who Killed Kurt Cobain? (Quem Matou...) de Max Wallace e Ian Halperin, lançado em abril de 1998, também fala das investigações de Grant e os autores concordam com suas teorias. Esse livro dá gande espaço para os comentários de Hank Harrison, pai de Love. Traz também questionamentos interessantes e alguns detalhes da vida do casal.

Quatro anos depois da morte de Kurt, o diretor inglês, Nick Broomfield, inicia uma nova investigação, não oficial, patrocinada pela BBC de Londres onde procura o assasino de Kurt, ou melhor, onde procura provas de que Courtney Love seria a assasina de Kurt.

Love se recusou a participar com entrevistas ou declarações de qualquer tipo para esse filme-documentário, o que acabou por colocar mais lenha na fogueira. O documentário, intitulado Kurt And Courtney, saiu mesmo sob os protestos e esforços contrários da viúva.

Nick Broomfield é conhecido por vasculhar (e fazer documentários) a respeito de “serial killers” e, do alto de sua “sabedoria”, considera Courtney capaz de cometer um assassinato ou no caso, encomendar um, já que estava em Los Angeles quando seu marido faleceu.

Curiosamente, no documentário, Broomfield só entrevista pessoas que de alguma forma não vão com a cara de Love, o que inclui o próprio pai da moça e um ex-namorado. Mas a imagem de Love não ficou tão abalada em função deste documentário, sua crescente influencia na mídia (TV, imprensa) manteve sua imagem positiva e em alta. Além disso, o filme provocou o descrédito de muitas pessoas em função de seu tom pouco sério.

Quem assistiu a esse documentário deve ter percebido a falta de seriedade. As pessoas entrevistadas parecem, quase todas, sob efeito de entorpecentes, dizendo coisas vagas, confusas, sem nenhuma certeza do que estão contando. Desse modo fica muito difícil tirar conclusões baseadas nesse filme.

Com relação ao pai de Love, Hank Harrison (que foi empresário do Greatful Dead), ele não é exatamente uma pessoa do convívio de Love, muito menos foi próximo do casal (Kurt e Courtney). Ele aparece no filme dizendo barbaridades a respeito de Love. Está claro que ele não gosta de sua filha, ele abandonou a família quando Love era uma adolescente, mas daí a chamá-la de assassina... De modo geral pode ser considerado apenas um pai odiento, pois não tem prova de coisa alguma...


KURT COBAIN: FRASES SELECIONADAS
- “Não entendo essa gente querendo me pegar, me olhar, me assistir o tempo todo. Eu estou de saco cheio. Vou mudar de profissão, não vou aguentar isso a minha vida inteira” em 16/01/93, quando se apresentou em São Paulo.

- “Não nos sentimos bem com esse tipo de progresso, tocando em lugares cada vez maiores. Se tínhamos algum objetivo, ficou para trás há algum tempo”.

- “Eu nunca quis cantar. Eu só queria ficar tocando a guitarra no fundo do palco”. Entrevista à revista Rolling Stone, 27/01/94.

- “...quando você se casa e tem um filho, descobre uma força que você não imaginava que pudesse ter.” Falando sobre a nova fase da banda com o álbum In Utero, em entrevista ao The Atlanta Journal and Constitution, 19/09/93.

- “Não quero que minha filha cresça e que seja perturbada na escola pelas outras crianças. Não quero que digam a ela que ela tem pais drogados”. Em entrevista ao Los Angeles Times em 21/09/92.

- “Pensam que eu sou um chato, uma espécie de maluco esquizofrênico que quer se matar o tempo inteiro”. Sobre o que queria dizer com a canção I Hate Myself and I Want to Die (Eu me odeio e quero morrer).
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