domingo, 20 de agosto de 2017
Sobre o Território da Música
voltar à página inicial
Artistas de A a Z A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z #
Notícias
Agenda
Leia
Fotos
Promoções
Serviços
 
Ainda Rock in Rio e uma constatação: o Slipknot veio para reinar absoluto
Marcelo Prudente
Redação TDM, 29/09/2015 - 15h06
tamanho
da letra
Foto: I Hate Flash / Rock in Rio
Muito se fala do mainstream do heavy metal atualmente e a indagação que mais ferve nas conversas é: quais - ou, pelo menos, qual - bandas irão carregar o fardo de serem os bastiões para perpetuação do estilo? E, pelo visto, caro leitor, os únicos a terem os requisitos e demonstrarem interesse por tal incumbência são os americanos do Slipknot, o que foi fácil, fácil, provado na noite da última sexta-feira (25) quando de sua apresentação no festival Rock in Rio.

Calor ora intercalado com vento frio, ora intercalado com pingos de chuva; calor ora intercalado com a ansiedade, ora intercalado com a fúria do público. Déjà vu de um apocalipse? Não! Apenas a ambiência perfeita para o maravilhoso caos sonoro dos caipiras de Iowa.

O prelúdio da maior desgraceira sonora que passou pelo Palco Mundo foi “XIX”, e com os dois pés na porta “Sarcastrophe” derruba qualquer devaneio que se pudesse ter de calmaria, visto que banda e público uniram forças para transformar a Cidade do Rock numa bem vinda hecatombe musical.

Quem acompanha a carreira da banda já sabe que ela nunca pisa num palco para fazer uma apresentação do tipo 'vamos cumprir tabela', porque o cheque já compensou. Longe disso, os caras fazem valer cada centavo investido pelo público, com uma produção de palco deveras bacana, onde o próprio capiroto fez questão de ser parte da ornamentação em meio a inúmeras labaredas de fogo.

A experiência de ter mais de quinze anos de estrada deixa tudo mais fácil para a banda, e esse ‘know-how’ pôde ser facilmente notado na performance avassaladora dos músicos, bem como na composição do repertório aonde temas da qualidade de “Psychosocial”, “The Devil in I”, “People = Shit”, “Surfacing”, “Wait and Bleed”, “Sulfur”, “Spit and Out”, “The Heretic Anthem” e “Duality” foram os argumentos necessários para os fãs trazerem à tona o prazeroso purgatório instaurado no festival.

Como dito anteriormente, os músicos são experientes e técnicos e conseguem, como poucos, proporcionar uma apresentação digna dos maiores baluartes do Rock/Metal, mas vale fazer uma menção honrosa ao vocalista Corey Taylor. Ele possui o que muitos querem e poucos têm: talento e carisma. É o raro caso do artista que está em um nível acima dos demais.

Com quase duas horas de show, o Slipknot provou, mais uma vez, para o público brasileiro o porquê de ser o maior expoente do heavy metal mundial da atualidade. Aos que relutam em aceitar tal realidade só lhes resta o lamento e o choro, visto que a maravilhosa desgraça sonora que também atende Slipknot veio para reinar absoluto.
Artistas relacionados: Slipknot
Relacionadas
Relatar erros
 
ENQUETE
Que tipo de conteúdo você busca num site de musica?
Noticias
Entrevistas
Reportagens longas
Resenhas de discos
Resenhas e fotos de shows
Colunas temáticas