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Ensaio: A onda dos supergrupos
Cada vez mais músicos renomados se unem em novos projetos, mas é preciso desconfiar.
Rafael Sartori
Redação TDM, 25/02/2015 - 16h22
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Foto: Montagem / TDMusica
Da esquerda para a direita: Dave Grohl, Mike Portnoy, Randy Blythe e Bumblefoot.
Além dos ‘revivals’, os anos 2000 trouxeram também a onda dos chamados supergrupos. O termo, que tem ganhado cada vez mais força na indústria musical, foi resgatado no início da década passada com a criação do Velvet Revolver. A banda até que durou bastante e conseguiu boa repercussão, mas na prática trazia o pessoal antigo do Guns n’ Roses, mas com o vocalista Scott Weiland no lugar de Axl.

Curiosamente, Weiland compôs e gravou recentemente com o Art Of Anarchy, supergrupo que conta com o atual guitarrista do Guns n’ Roses Ron “Bumblefoot” Thal, além do baixista John Moyer do Disturbed, e dos irmãos Jon e Vince Votta.

Outro álbum muito aguardado é o do Teenage Time Killer, supergrupo que conta com contribuições de Reed Mullin e Mike Dean (Corrosion of Conformity), Corey Taylor (Slipknot), Keith Morris (Black Flag), Jello Biafra (Dead Kennedys), Randy Blythe (Lamb of God), Dave Grohl entre outros. O ex-Nirvana e atual líder do Foo Fighters, inclusive, adora esses projetos e já gravou com diversos deles como o Them Crooked Vultures, com John Paul Jones (Led Zeppelin), e Josh Homme (Queens of the Stone Age).

Outro que tem muitos amigos é Mike Portnoy. Ex-baterista do Dream Theater, o músico já integrou supergrupos como Liquid Tension Experiment (Tony Levin, John Petrucci, Jordan Rudess), Transatlantic (Neal Morse, Roine Stolt, Pete Trewavas) e atualmente trabalha em um novo projeto com Dave Ellefson (Megadeth) e Alex Skolnick (Testament, Savatage). Além disso, Portnoy está em turnê e gravando com o excelente The Winery Dogs, ao lado de ninguém menos que Richie Kotzen (Poison, Mr. Big) e Billy Sheehan (Mr. Big).



O baterista, é bom lembrar, já integrou o Adrenaline Mob, que tem Russel Allen (Symphony X) como vocalista. Este, inclusive, também tem uma forte rede de relacionamento na cena e, além de ter participado de grandiosos projetos como Ayreon e Avantasia, gravou alguns discos com Jørn Lande e recentemente lançou o ‘debut’ do supergrupo Level 10 (Mat Sinner, Roland Grapow, Alex Beyrodt, Randy Black, Alessandro Del Vecchio).

O Level 10, vale lembrar, saiu da cabeça do italiano Serafino Perugino, dono da Frontiers Records. O selo, com base na cidade de Nápoles, tem dezenas de bandas de heavy metal, hard rock e AOR em seu catálogo, e Serafino adora misturar essas peças – ou lançar álbuns dos projetos que já existiam. Alguns exemplos são Rated X (Joe Lynn, Karl Cochran, Carmine Appice, Tony Franklin), Revolution Saints (Deen Castronovo, Jack Blades, Doug Aldrich - com participações de Alessandro Del Vecchio, Neal Schon e Arnel Pineda), Snakecharmer (Chris Ousey, Micky Moody, Laurie Wisefield, Adam Wakeman, Neil Murray, Harry James) e o Sweet & Lynch (Michael Sweet, George Lynch, James LoMenzo, Brian Tichy).



Entre os supergrupos instrumentais, podemos destacar os dois geniais discos do trio Bozzio Leven Stevens - “Black Light Syndrome” (1997) e “Situation Dangerous” (2000) - e as parcerias do guitarrista Greg Howe com Richie Kotzen. Falando em guitarristas, Joe Satriani tem o Chicken Foot com Sammy Hagar, Michael Anthony e Chad Smith. Por outro lado, o Northern Kings reúne integrantes do Sonata Arctica, Nightwish entre outros finlandeses para, essencialmente, cantar versões metálicas de músicas pop.



Em teoria, os supergrupos deveriam reunir músicos bem-sucedidos de diferentes bandas para produzir material inédito. Mas, na prática, nem sempre é isso o que acontece. Muitos nem trazem gente tão expressiva, enquanto outros tentam apenas aproveitar o marketing - sem uma preocupação real com as músicas. Com as facilidades da tecnologia, que permitem gravações “por correspondência”, muitos fãs reclamam de certa frieza nesses projetos - que em sua grande maioria acabam durando um único disco e parecem um tanto quanto sem propósito.

O supergrupo mais efêmero também foi o maior deles, mas tinha um objetivo bastante claro. Trata-se do USA for Africa, que fez história há 30 anos com “We Are The World”, criada por Michael Jackson, Lionel Richie e Quincy Jones, e que contava com a participação de todos os nomes importantes da época como Bruce Springsteen, Bob Dylan, Ray Charles, Steve Perry e Tina Turner.

Também em 1985, Dio idealizou a versão metálica do projeto, batizado de Hear n’ Aid. A música destinada a levantar fundos para o continente africano foi batizada de “Stars” e contou com a participação de nomes como Yngwie Malmsteen, Mick Mars, Ted Nugent, Rob Halford, Geoff Tate, Dave Murray, Adrian Smith, George Lynch, Vinny Apice entre outros. A faixa é boa, mas o mais divertido é assistir o vídeo para tentar identificar todas essas estrelas - muitas em seu auge.

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