sábado, 4 de fevereiro de 2012
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Segunda-feira, 8 de março de 2010
Reprodução
Considerados os US$ 237 milhões (oficiais) investidos e toda a babação em torno do longa de James Cameron, o desempenho de ‘Avatar’ na 82ª edição do Oscar poderia até ser considerado medíocre. Das 9 indicações, faturou apenas 3 estatuetas e em categorias técnicas: Direção de Arte, Fotografia e Efeitos Visuais. Decepcionante? Em minha opinião, NÃO!

Em janeiro comentei aqui minhas impressões sobre o filme. Na ocasião, talvez contaminado pela euforia planetária em torno das aventuras terrestres em Pandora e, ainda bastante impressionado com a técnica apurada de Cameron, creio que tenha exagerado um tantinho nos elogios.

Não que eu hoje eu tenha resolvido espinafrar ‘Avatar’. Seria até obvio demais depois da cerimônia do Oscar. Chutar cachorro morto. Não é essa minha intenção. O fato é que os 6 prêmios que ‘Guerra ao Terror’ levou para casa (Filme, Direção, Edição, Mixagem de Som, Edição de Som e Roteiro Original) foram, sem dúvida, merecidos. Assim como os 3 de ‘Avatar’.

Li e ouvi muitos comentários bobos e simplistas, destacando uma suposta vitória de Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror) sobre James Cameron (Avatar). Apenas pelo fato de terem sido casados no passado. Acredito que, acima de tudo, foi uma vitória do cinema. Nada contra as superproduções, muito ao contrário. Saí da exibição de ‘Avatar’ achando sua produção sensacional e embasbacante e continuarei achando o mesmo. Assim como fiquei com a sensação de ter assistido a um excelente filme ao final de ‘Guerra ao Terror’, que, assumo a vergonha, só assisti na semana passada.

Vergonha, aliás, não apenas minha. No Brasil, ninguém deu muita atenção para o filme, que foi lançado diretamente em DVD em abril do ano passado. Agora com o prêmio é capaz de estrear nos cinemas brasileiros.

Em resumo, o resultado do Oscar 2010 talvez indique novos caminhos para as futuras produções. Talvez tenha passado a mensagem de que não seja necessária uma montanha de dinheiro para se produzir um bom filme. Os modestos US$ 11 milhões de ‘Guerra ao Terror’ são a prova disso.

Para fechar o post, deixo vocês com algumas dicas dos indicados (em diversas categorias) aos quais já assisti e recomendo a sessão caso ainda não tenha visto.

- Avatar
- Bastardos Inglórios
- Distrito 9
- Guerra ao Terror
- Invictus
- O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus
- Sherlock Holmes
- Um Homem Sério
Postado por Cesar Dechen às 17h28
Tags: Filmes
 
Quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Divulgação (20th Century Fox)
Ultimamente, sempre que afirmam que um filme é ‘super-hiper-mega’ bom, automaticamente passo a encará-lo com reservas. Ainda mais depois de assistir “2012”, que prefiro não comentar, de tão meia-boca que é.

O assunto aqui é “Avatar”, a mais nova investida de James Cameron (Titanic, 1997) que, mesmo antes de lançado, já era considerado a obra-prima do diretor e o filme do ano. E isso já é motivo suficiente pra me deixar desconfiado.

Considerando a obstinação de James Cameron em superar George Lucas (Guerra nas Estrelas), o gigantesco orçamento de US$ 300 milhões e o trailer que assisti na web, resolvi fazer uma visita ao cinema (Avançamos, mas ainda é muito complicado), coisa que, pelas razões que vão acima e as que conto em outro post no Vida Digital, não faço há algum tempo.

Bem, a minha admiração por James Cameron, o ex-caminhoneiro que se encantou com “Guerra nas Estrelas” em 1977 e que me levou aos cinemas em 1997 para assistir o meloso, mas primoroso tecnicamente, “Titanic”, permaneceu intacta.

O cara é bom, muito bom e, em “Avatar”, trouxe um novo sentido às projeções em 3-D, deixando de lado as firulas e explosões desnecessárias, que tem como único objetivo impressionar e assustar o espectador (do novo me vem à mente “2012”).

Em “Avatar” a tecnologia 3-D foi utilizada e cuidadosamente pensada para que nos sintamos imersos no ambiente do filme e, sem perceber, estamos ali, explorando um novo universo ao lado de seres azuis com 3 metros de altura como se fosse a coisa mais natural do mundo (no mundo de Pandora é). Se você ainda não assistiu ao filme, recomendo que opte pela versão em 3-D.

Assista abaixo o trailer oficial de Avatar:

Não pretendo me aprofundar muito no enredo do filme. Nunca gostei que me contassem nada antes que eu assistisse a um filme e não serei eu que estragarei sua experiência, mas outra coisa me chamou a atenção é a fuga do lugar comum, principalmente quando se trata de ficção científica. Em “Avatar”, nós somos os alienígenas que invadem o planeta alheio em busca de recursos naturais.

A primorosa trilha sonora ficou a cargo do veterano James Horner (O Menino do Pijama Listrado, Apocalypto, Uma Mente Brilhante, Titanic, Aliens), que responde por todas as faixas, com exceção da música tema, “I See You (Theme From Avatar)”, composta e interpretada por Leona Lewis.

Se há 32 anos o sonho de James Cameron era superar George Lucas, creio que, se não superou, se igualou ao mestre. Talento não lhe falta para tanto.

Até o momento em que finalizo este texto, “Avatar” já arrecadou mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias em todo o mundo. Não ficarei surpreso se bater o recorde do próprio James Cameron, US$ 1,8 milhão com “Titanic”.
Postado por Cesar Dechen às 18h34
Artistas relacionados: Leona Lewis, James Horner
 
Sábado, 28 de novembro de 2009
Divulgação
A trama, embora pareça confusa, é bem simples. Lola (Franka Potente) é namorada de Manni (Moritz Bleibtreu), que trabalha para Ronnie (Heino Ferch), uma espécie de mafioso local. Em um serviço para Ronnie, Manni recebe uma sacola com 100 mil marcos. Lola, que iria buscá-lo, se atrasa. Manni decide seguir de Metrô, mas esquece a sacola com o dinheiro no trem. Ronnie, que o espera às 12h00, certamente o matará ao descobrir que Manni perdeu o dinheiro. Apavorado, Manni liga para Lola e informa que ele tem 20 minutos para conseguir o dinheiro, caso contrário, será morto.

A partir desse ponto tem início a frenética busca de Lola por uma solução que salve a vida de Manni, numa história que é contada 3 vezes, com desfechos distintos, determinados por alterações sutis ao longo do percurso.

Predominantemente techno / eletrônica, a trilha sonora de "Corra, Lola, Corra" confere ainda mais agilidade à alucinante montagem, cheia de cortes bruscos e precisos, que mesclam cenas rápidas de eventos passados à corrida de Lola contra o tempo, trazendo semelhanças com a edição dos videoclipes. Porém, tratar "Corra, Lola, Corra", de 1998, como um videoclipe de 80 minutos é no mínimo subestimar a capacidade do diretor Tom Tykwer (Perfume e Trama Internacional).

Assista ao traile do filme:

Os produtores Stefan Arndt (X Filme Creative Pool) e Maria Köpf são os mesmos do também alemão "Paul is Dead", de 2000.

Premiações: Melhor filme, melhor diretor e melhor edição no German Film Award de 1999 e prêmio da audiência, no Sundance Film Festival de 1999.

O Homem: provavelmente a espécie mais misteriosa do planeta.
Um mistério de perguntas sem respostas.
Onde estamos? De onde viemos?
Para onde vamos? De onde sabemos...
O que achamos que sabemos?
Como acreditamos nas coisas?
lnúmeras perguntas em busca de uma resposta.
Uma resposta que levará à outra pergunta...
cuja resposta levará à outra pergunta e assim por diante.
Mas, no final, não é sempre a mesma pergunta?
E sempre a mesma resposta?
A bola é redonda. O jogo dura 90 minutos.
lsso é um fato. Todo o resto é teoria.

* Narração na abertura de "Corra, Lola, Corra".

Run Lola Run: Original Motion Picture Soundtrack (1999)
01. Believe (Franka Potente)
02. Introduction (Tykwer / Klimek / Heil)
03. Running One (Tykwer / Klimek / Heil)
04. Supermarket (Tykwer / Klimek / Heil)
05. Running Two (Tykwer / Klimek / Heil)
06. Running Three (Tykwer / Klimek / Heil)
07. Casino (Tykwer / Klimek / Heil)
08. Somebody Has To Pay (Susie Van Der Meer)
09. Wish(Komm Zu Mir) (Franka Potente & Thomas D)
10. Introduction-Remix (Sun Electric)
11. Supermarket-(Super Clemek Remix) (Clemek Feat. Cle)
12. Running One-(Large Remix) (Lee Spencer & Johnny Klimek)
13. Running Two (Remix) (Operation Phoenix)
14. Casino (Solid State Remix) (Tommi Eckart)
15. Wish (Big) (Franka Potente & Thomas D)
16. Rock Me (Pills)

Corra, Lola, Corra (Lola Rennt), Alemanha - 1998
Direção: Tom Tykwer
Elenco: Franka Potente, Moritz Bleibtreu, Herbert Knaup, Nina Petri.

Se você é assinante da Vh1, "Corra, Lola, Corra" estreia no canal na próxima segunda, dia 30 às 23h00. Confira aqui: vh1brasil.uol.com.br/canal/mtr_4/.
Postado por Cesar Dechen às 02h55
 
Quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Reprodução
A fórmula adotada em “Segundas Intenções”, que traz belos e jovens personagens vividos por atores em ascensão, trama intrincada e por vezes confusa, forte apelo sexual e trilha sonora moderna, quando mal aplicada, tem grande potencial para fazer estrago não só na carreira do diretor como também na dos atores envolvidos no filme. Não foi o caso de “Segundas Intenções”.

Regado ao som introspectivo de Placebo, Blur, Counting Crows, Aimee Mann e The Verve, perfeito para a trama, “Segundas Intenções” retrata as aventuras dos meio-irmãos Sebastian e Kathryn que, em meio as suas próprias futilidades, conquistas, frustrações e hipocrisias, manipulam sem pudor a vida e as relações de quem cruza seu caminho.

Assista ao trailer:

Ah sim, os atores em ascensão. São eles Reese Witherspoon (Legalmente Loira), Sarah Michelle Gellar (Veronica Decide Morrer e Buffy), Ryan Phillippe (A Conquista da Honra), Selma Blair (Hellboy) e Tara Reid (Incubus).

Assista ao videoclipe de “Every You Every Me”, do Placebo, com cenas do filme:

Cruel Intentions: Music From The Original Motion Picture Soundtrack (1999)
01. Every You Every Me (Placebo)
02. Praise You (Fatboy Slim)
03. Coffee and TV (Blur)
04. Bedroom Dancing (Day One)
05. Colorblind (Counting Crows)
06. Ordinary Life (Kristen Barry)
07. Comin' Up From Behind (Marcy Playground)
08. Secretly (Skunk Anansie)
09. This Love (Craig Armstrong)
10. You Could Make a Killing (Aimee Mann)
11. Addictive (Faithless)
12. Trip On Love (Abra Moore)
13. You Blew Me Off (Bare Jr.)
14. Bitter Sweet Symphony (The Verve)

Segundas Intenções (Cruel Intentions), EUA - 1999
Direção: Roger Kumble
Elenco: Reese Witherspoon, Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillippe, Selma Blair, Joshua Jackson, Tara Reid.

Se você é assinante da Vh1, “Segundas Intenções” estreia no canal na próxima segunda, dia 23 às 23h00. Confira aqui: vh1brasil.uol.com.br/canal/mtr_3/.
Postado por Cesar Dechen às 17h03
Artistas relacionados: Placebo
 
Quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Divulgação
Falar sobre um filme nem sempre é tarefa das mais fáceis, em especial quando nos sentimos tocados pela narrativa ou pelo assunto abordado. E “O Solista” (The Soloist - EUA, Reino Unido e França, 2009) é um desses filmes. Talvez por abordar assuntos que me são caros, como a música e a influência transformadora que ela pode exercer na vida das pessoas, “O Solista” se revelou para mim uma experiência cinematográfica indispensável para qualquer um que se interesse minimamente por música ou cinema. Não necessariamente pelos dois ao mesmo tempo.

Baseado em fatos reais, o filme que estreou no último dia 6 nos cinemas brasileiros se passa em Los Angeles e conta a história do jornalista Steve Lopez (colunista do jornal Los Angeles Times), vivido por Robert Downey Jr., e de Nathaniel Ayers (morador de rua, esquizofrênico, apaixonado por música clássica e músico excepcionalmente talentoso), interpretado por Jamie Foxx (ganhador do Oscar de Melhor Ator por “Ray”, de 2004).

Andando pelas ruas em busca de histórias interessantes, Steve Lopez é atraído pelo inusitado som de um violino que o leva até o morador de rua Nathaniel Ayers tocando Beethoven num velho e surrado violino com apenas duas cordas. As outras duas haviam se quebrado.

Veja abaixo o trailer do filme:

Investigando a história relatada a ele por Ayers, Lopez descobre que o sem teto fora considerado um prodígio do violoncelo e aluno brilhante da prestigiada Julliard, em Nova York, sendo este o ponto de partida da bela história contada inicialmente nos artigos que Lopez escrevera para o Los Angeles Times e em seu livro homônimo, agora transposto para o cinema em “O Solista”.

A trilha sonora de Dario Marianelli (vencedor do Oscar e do Globo de Ouro de 2008 por “Desejo e Reparação”), criada com base em composições de Beethoven, se mostra excepcionalmente bem pensada e vinculada à interpretação única de Nathaniel.

Trilha sonora original de “O Solista”
01. Pershing Square
02. Crazy About Beethoven
03. Paper Mache World
04. A City Symphony
05. This Is My Apartment
06. There Is No Escape
07. Falling Apart
08. Four Billion Years
09. Nathaniel Breaks Down
10. Accordion Interlude
11. The Lord's Prayer
12. The Voices Within
13. Sister
14. Cello Lesson
15. Mr. Ayers And Mr. Lopez

Veja vídeo com o Nathaniel Ayers real em ação:
* Trecho do programa 60 Minutes, da CBS

Veja depoimento de Steve Lopez sobre Nathaniel Ayers:
* Vídeo produzido pelo jornal Los Angeles Times

“O Solista” me lembrou um pouco a história do pianista David Helfgott, retratada em “Shine”, de 1996 e, independente de suas preferências musicais, se você gosta de música, recomendo sem restrições que assista a “O Solista”.

Depois de assistir ao filme, recomendo uma passadinha no especial feito pelo Los Angeles Times em www.latimes.com/soloist com textos de Steve Lopez e vídeos de Nathaniel Ayers e também no site oficial do filme, em www.soloistmovie.com, com uma série de conteúdos extras, como entrevistas e papéis de parede.

Ah, se tiver um tempinho, passe também por aqui para me contar o que achou do filme. Boa diversão.
Postado por Cesar Dechen às 18h34
Artistas relacionados: Nathaniel Ayers
 
Sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Divulgação
Comédias descompromissadas chegam em bando às salas de exibição e às prateleiras das locadoras a cada ano e embora quase nada acrescentem, cumprem bem o seu papel: divertir o espectador. Algumas, porém, se destacam por se posicionarem muito acima da média, beirando a genialidade.

Entre os comediantes que se dedicam ao cinema, de longe, meu favorito é Mel Brooks, responsável por personagens e produções memoráveis, como o atrapalhado Maxwell Smart, da série "Get Smart" (Agente 86), de 1965 a 1970 e "The Producers" (Primavera para Hitler), de 1968, pelo qual ganhou o Oscar de "Melhor Roteiro Original" em 1969.

Hoje, aos 83 anos, Mel Brooks já não produz tanto como no auge de sua carreira e novos nomes vão surgindo e marcando seu território nas telas. Entre eles, está Adam Sandler que, com o hilário "Click", de 2006, é o tema deste post no Widescreen.

Sandler tem conseguido, desde seu tempo de "Saturday Night Live" (1990 a 1995), manter-se em alta com seu humor ácido e também ingênuo e, no caso de "Click", as duas facetas se fazem presentes. Toda a história gira em torno de um controle remoto universal que Michael Newman (Adam Sandler) compra depois de não conseguir descobrir qual o controle que liga a sua TV. Com o problema resolvido, Newman descobre que além da TV e outros eletrônicos de sua casa, seu novo controle universal é capaz de controlar também o “seu universo”, diminuindo o volume do latido de seu cachorro, o avançando uma gripe e todo tipo de situação que um controle literalmente universal é capaz de proporcionar.

Trailer oficial com "Freeze Frame" do J. Geils Band ao fundo:
Embora "Freeze Frame" não esteja na trilha de “Click”, foi usada nos trailers para cinema e TV e tem tudo a ver com o filme.

A enorme trilha sonora de "Click" é um caso à parte, não apenas pela quantidade de músicas (até onde pude identificar são 37), mas também pela qualidade do muito bem selecionado repertório, recheado de clássicos do calibre de "Everybody Wants To Rule The World" (Tears For Fears), "You Get What You Give" (New Radicals), "Do It Again" (The Kinks), "Hold The Line" (Toto), "Show Me The Way" (Peter Frampton) e "20th Century Boy" (T. Rex), sem deixar de fora outras nem tão clássicas, mas não menos relevantes como "Magic" (The Cars), "Linger" (The Cranberries), "Ultra Violet (Light My Way)" (U2), "Come Out And Play" (The Offspring), "Love Will Keep Us Together" (Captain & Tennille), "Love Hurts" (Nazareth) e por aí vai.

Uma pena que, até onde sei, a trilha sonora de "Click" não foi lançada oficialmente, mas o filme está aí, pra ser alugado ou comprado em DVD ou BD, pois todas estão lá e, o filme, que ainda traz a bela Kate Beckinsale no papel de Donna Newman (esposa de Michael Newman), o impagável Christopher Walken e David Hasselhoff (o eterno Michael Knight da série "Super Máquina"), é daqueles que podem ser vistos, sem restrições, várias e várias vezes.
Postado por Cesar Dechen às 14h19
 
Reprodução
Novos desafios sempre provocam minha criatividade e, claro, tenho por hábito aceitá-los. Fui convidado a escrever para o site da Vh1 Brasil (www.vh1brasil.com.br) sobre os filmes que estreiam semalmente na grade do canal.

Tem muitos filmes bacanas já programados para o mês de novembro. Dia 9 estréia "O Crime do Padre Amaro", com Gael García Bernal, dia 16, "Golpe Baixo", com Adam Sandler e, dia 23, "Segundas Intenções", com Sarah Michelle Gellar. Todos eles com trilhas bacanas e que valem uma espiadinha na TV.

Toda semana novos posts serão publicados no site da Vh1 com detalhes, curiosidades e, claro, a trilha sonora do filme da semana. Me acompanhe também por lá. O endereço é: http://vh1brasil.uol.com.br/canal/mtr/.
Postado por Cesar Dechen às 14h14
Tags: Vh1, Filmes
 
Terça-feira, 20 de outubro de 2009
Divulgação
Já acompanhei e ainda acompanho muitas séries / minisséries na TV. É bastante comum, dependendo do início e término das temporadas, eu seguir 3, 4 ou 5 delas ao mesmo tempo. Boa parte delas não vai além do passatempo agradável. Sem muitas pretensões, são ótimas para limpar a cabeça depois de um dia cheio. Outras como “The Sopranos” (HBO, Estados Unidos - 6 temporadas, de 1999 a 2007), “Roma” (HBO - 2 temporadas, de 2006 a 2007) e “From the Earth to the Moon” (HBO, Estados Unidos, 1998), cada uma a sua maneira, tornaram-se memoráveis e mereceram um cantinho especial na coleção de DVDs.

Em meio a isso tudo existem ainda séries que, por razões das mais diversas, vão além do que classifiquei como memoráveis e entre elas está “Life on Mars” (BBC, Reino Unido - 2 temporadas, de 2006 a 2007).

De forma um tanto esquizofrênica, a série, que começa em 2006, conta a história de Sam Tyler (John Simm), um detetive da polícia de Manchester que entra em coma após ser atropelado por um carro e, ao acordar, se vê no ano de 1973 e com direito ao pacote completo, o que inclui as suas roupas, identidade funcional e, a música “Life on Mars” de David Bowie, que ele estava ouvindo em seu iPod, tocando no “cartucho” do som de seu carro.

Assista o vídeo com o início do primeiro episódio da série:

A aventura de Sam Tyler vai se desenrolando ao longo das duas temporadas, com ele sempre procurando entender o que aconteceu e como conseguirá voltar para casa, no caso, para 2006 e, com todas as bizarrices que uma experiência como essa pode proporcionar, somam-se ainda a brutalidade de seus parceiros do Distrito 125 e de Gene Hunt (Philip Glenister), o superior de Tyler, que não poderia ser mais politicamente incorreto. Isso para os padrões de hoje, já que em 1973, policiais bebendo em serviço, esmurrando suspeitos sem qualquer motivo e fazendo piadas sexistas não eram, digamos assim, um problema.

Outro ponto de destaque de “Life on Mars” são as referências culturais como ao filme “O Mágico de Oz”, de 1939, uma das mais frequentes, até pela similaridade entre a experiência de Sam e a de Dorothy. Em diversas situações Gene Hunt trata Sam Tyler por Dorothy, mas na cabeça de Hunt, por achar Tyler um tanto afeminado. Ironia e sutileza são características intrínsecas do humor inglês.

Assista ao trailer oficial de “Life on Mars”:

As melhores referências ficam por conta das feitas a produtos ou filmes que estavam longe de existir em 1973.
- Logo ao chegar em 1973, Sam diz: “Preciso do meu celular” / Gene Hunt: “Seu celular o quê?” / Sam: “Telefone!”.
- Ao ser é questionado sobre as habilidades de Sam com uma arma, Sam responde: “Você devia ver meus recordes no Playstation”.
- O detetive Chris afirma: “Nós somos a Força” (em referência a força policial) e Sam responde: “Que a Força esteja com você”.

Sam Tyler conhece Marc Bolan
Essa certamente é uma das vantagens de viajar no tempo. Assista abaixo um dos trechos que, em poucos segundos, retrata um pouco da atmosfera de “Life on Mars”, quando Sam Tyler encontra com Marc Bolan, vocalista do T. Rex, em uma boate e, além de se declarar fã, recomenda ao cantor que dirija com cuidado, especialmente os Minis. Marc Bolan morreu no dia 16 de setembro de 1977 em um acidente com Mini 1275GT, da BMW, duas semanas antes de completar 30 anos de idade. Impagável.

(a música de fundo é “The Jean Genie” de David Bowie)


A trilha sonora
Bem, chegamos à trilha sonora. Até pode achar que estou exagerando, mas a trilha de “Life on Mars”, em minha opinião, é uma das mais fantásticas de todas as séries que já assisti e, não por nada, mas o que dizer de uma série que contou com 110 músicas ao longo de seus 16 episódios? E não estou falando aqui de qualquer música, mas de nomes como obviamente David Bowie que, além de “Life on Mars” (ver vídeo abaixo), que dá nome à série, ainda marca presença com “Jean Genie”, “Star Man”, “Aladin Sane” e “Changes”. Deep Purple, The Who, Uriah Heep, Led Zeppelin, Cream, Blue Oyster Cult, Staus Quo, Sweet, Wings, Thin Lizzy, Pink Floyd e muitos outros também marcam presença.

Life on Mars (David Bowie)

O mais interessante e, esse é um detalhe que nem sempre recebe a devida atenção (em especial nas séries para a TV, mas não só nelas), cada música é cuidadosamente inserida dentro do contexto, de forma a produzir uma imersão completa por parte do espectador que, no caso de “Life on Mars”, ainda conta com sequências musicais imensas, principalmente se comparadas a outras séries para a TV e, não apenas por essa razão, mas em especial devido a ela, essa série está, sem qualquer dúvida, no topo da lista das minhas favoritas de todos os tempos.

Neste caso recomendo não apenas a trilha sonora (de todas as músicas da série, apenas 20 estão na trilha oficial), mas também que assistam a “Life on Mars”, que ganhou o Emmy de 2006 de Melhor Série Dramática. A primeira temporada acaba de ser lançada em DVD no Brasil pela Log On Editora.

Curiosidades:
Com o grande sucesso de “Life on Mars” no Reino Unido, em 2008 a BBC lançou o spin-off da série, que foi batizada com o nome de outra música de David Bowie, “Ashes to Ashes”. Na nova série, a base da trama é a mesma, porém, se passa em 1982. Quatro dos personagens da série inicial são mantidos, inclusive com os mesmo atores, com destaque para Gene Hunt (Philip Glenister), que agora pilota uma Audi Quattro no lugar de seu antigo Ford Cortina, de 1973. No lugar de Sam Tyler, agora temos a detetive Alex Drake (Keeley Hawes). “Ashes to Ashes” perdeu o apelo do inédito, mas conseguiu manter-se firme em suas duas temporadas. A segunda foi exibida em 2009 e seu final deixou em aberto a possibilidade para uma terceira temporada.

Além de “Ashes to Ashes”, “Life on Mars” gerou uma cria norte-americana, produzida pela rede ABC, porém, mesmo contando com atores de primeira linha, como Michael Imperioli (The Sopranos) no papel de Ray Carling, Harvey Keitel (Taxi Driver, Cães de Aluguel, Apocalypse Now, Inglourious Basterds) e Jason O'Mara (The Agency, Criminal Minds, Grey's Anatomy), a audiência não atingiu os números esperados e o ‘remake’ acabou sendo cancelado, com 17 episódios.


Life on Mars (versão gravada por Seu Jorge)


Trilha sonora oficial: Life on Mars (Sony BMG, 2007)
01. Dialogue: Kind of the Jungle
02. Life On Mars? (David Bowie)
03. Street Life (Roxy Music)
04. Live and Let Die (Wings)
05. 10538 Overture (ELO)
06. Tokoloshe Man (John Kongos)
07. Devil's Answer (Atomic Rooster)
08. Rock On (T. Rex)
09. Little Bit of Love (Free)
10. Jungle Lion (Lee 'Scratch' Perry & The Upsetters)
11. Dialogue: Armed B********
12. Blockbuster (The Sweet)
13. Cindy Incidentally (The Faces)
14. Snow Flower (Ananda Shankar)
15. Coz I Luv You (Slade)
16. One Of The Boys (Mott The Hoople)
17. Meet Me On the Corner (Lindisfarne)
18. I Can't Change It (Frankie Miller)
19. Whiskey in the Jar (Thin Lizzy)
20. I Had a Dream (The Audience)
21. Traveller in Time (Uriah Heep)
22. I Wish I Knew How It Would Feel to Be Free (Nina Simone)
23. Dialogue: I Want To Go Home


Lista completa com as músicas de todos os episódios:

1ª Temporada (em ordem alfabética)

Episódio 1
- Baba O'Riley (The Who)
- Easy Livin' (Uriah Heep)
- Feel Too Good (The Move)
- Fireball (Deep Purple)
- I'm So Free (Lou Reed)
- If There is Something (Roxy Music)
- Immigrant Song (Led Zeppelin)
- Life On Mars (David Bowie)
- Look at Yourself (Uriah Heep)
- Rat Rat Blue (Deep Purple)
- Stairway to the Stars (Blue Oyster Cult)
- White Room (Cream)

Episódio 2
- Dream Land (The Upsetters)
- Drum Song (Willie Lindo & The Charmers Band)
- Jungle Lion (Lee 'Scratch' Perry & The Upsetters)
- Junior's Wailing (Staus Quo)
- Lazy (Deep Purple)
- Live and Let Die (Wings)
- No One Came (Deep Purple)
- One of These Days (Pink Floyd)
- Saga of the Aging Orphan (Thin Lizzy)
- You Shouldn't Do That (Hawkwind)

Episódio 3
- Ballroom Blitz (The Sweet)
- Gypsy (Uriah Heep)
- Head in the Sky (Atomic Rooster)
- Wishing Well (Free)

Episódio 4
- Blockbuster (The Sweet)
- Brainstorm (Hawkwind)
- Cross Eyed Mary (Jethro Tull)
- Gudbuy T'Jane (Slade)
- I Can't Change It (Frankie Miller)
- I Don't Believe In If Anymore (Roger Whitaker)
- Jean Genie (David Bowie)
- Silver Machine (Hawkwind)
- Wild Horses (The Rolling Stones)

Episódio 5
- Call the Police (Thin Lizzy)
- Ejection (Hawkwind)
- Good Thinking (Status Quo)
- I Can't Live Without You (Colosseum)
- I Wish I Knew How It Would Feel to Be Free (Nina Simone)
- Jeepster (T. Rex)
- Mother of Pearl (Roxy Music)
- The Rocker (Thin Lizzy)
- Urban Guerilla (Hawkwind)
- White Room (Cream)
- Would You Believe (Roxy Music)

Episódio 6
- What a Wonderful World (Louis Armstrong)

Episódio 7
- Disco 2000 (Pulp)
- I Can't Tell the Bottom From the Top (The Hollies)
- Sinnerman (Nina Simone)
- Toxic (Britney Spears)
- Welcome Home (Peters and Lee)

Episódio 8
- Devil's Answer (Atomic Rooster)
- Friday 13th (Atomic Rooster)
- In the Snow (Atomic Rooster)
- Life On Mars (David Bowie)
- Little Bit of Love (Free)
- Meet Me On the Corner (Lindisfarne)
- See My Baby Jive (Wizzard)
- The Rock (Atomic Rooster)
- Tokoloshe Man (John Kongos)


2ª Temporada (em ordem alfabética)

Episódio 1
- Break Through (Atomic Rooster)
- Everybody Gets to Go to the Moon (Three Degrees)
- Head in the Sky (Atomic Rooster)
- Son of My Father (Chicory Tip)
- Spooky (Dusty Springfield)
- Star Man (David Bowie)
- Street Life (Roxy Music)
- Year of Decision (Three Degrees)

Episódio 2
- Ain't Got No (Derek Wadsworth - do filme Hair)
- Bird of Prey (Uriah Heep)
- Goodbye Yellow Brick Road (Elton John)
- In the Summertime (Mungo Jerry)
- Long Cool Woman in a Black Dress (The Hollies)
- Love Machine (Uriah Heep)
- Sweet Jane (Mott the Hoople)

Episódio 3
- Hellraiser (The Sweet)
- How Can I Be Sure (David Cassidy)
- Poor Old Ireland (Lindisfarne)
- The Big Spell (Audience)
- When the City Sleeps (Barclay James Harvest)

Episódio 4
- Aladin Sane (David Bowie)
- Alone Again Naturally (Gilbert O'Sullivan)
- Court In the Act (Lindisfarne)
- Coz I Love You (Slade)
- I'm Ready (Frankie Miller)
- Lay Down (The Strawbs)
- Rock On (T. Rex)
- Samba Pa Ti (Santana)
- The Story In Your Eyes (Moody Blues)
- When the City Sleeps (Barclay James Harvest)

Episódio 5
- 10538 Overture (ELO)
- Just Like You (Roxy Music)
- You Shouldn't Do That (Hawkwind)

Episódio 6
- Breathless (Atomic Rooster)
- Dance With the Devil (Cozy Powell)
- Hot Sand (Shocking Blue)
- I Had a Dream (The Audience)
- Rocket Man (Elton John)
- Snow Flower (Ananda Shankar)
- Traveller in Time (Uriah Heep)
- Whiskey in the Jar (Thin Lizzy)

Episódio 7
- Cindy Incidentally (The Faces)
- Cross Roads (Cream)
- Done Me Wrong Alright (The Sweet)
- Evening Blue (Traffic)
- Many a Mile to Freedom (Traffic)
- One Of The Boys (Mott The Hoople)
- Rock 'n' Roll Disgrace (The Sweet)
- Virginia Plain (Roxy Music)

Episódio 8
- Changes (David Bowie)
- Decision/Indecision (Atomic Rooster)
- Funeral For a Friend (Elton John)
- I Hope I Don't Fall In Love With You (Tom Waits)
- Life On Mars (David Bowie)
- My Coo Ca Choo (Alvin Stardust)
- One of the Boys (Mott The Hoople)
- Over the Rainbow (Israel Kamakawiwo'ole)
Postado por Cesar Dechen às 10h51
 
Quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Serendlp LCC
A compositora Wendy Carlos
O ano era 1982. Eu, no início da adolescência e começando a estudar eletrônica, fiquei completamente fascinado com os efeitos digitais de “Tron”, de Steven Lisberger. Se você tem menos que 40 anos de idade, talvez o nome Tron não represente muita coisa e, neste caso, basta dizer que “Tron”, o filme, é um clássico da computação gráfica nas telas do cinema, um divisor de águas no que se refere a efeitos especiais gerados por computador, além de, seguindo os passos do ainda mais longínquo “2001 - Uma Odisséia no Espaço” (Stanley Kubrick, 1968), inserir o computador como uma personagem da trama.

Em “Tron”, Kevin Flynn, vivido por Jeff Bridges, é um criador de games que tenta acessar o Programa de Controle Mestre (MCP - Master Control Program) no computador de seu ex-chefe para provar que seus projetos haviam sido roubados. Ao colocar seu plano em ação, Kevin é transportado para dentro do MCP e passa a travar uma batalha com Tron para recuperar seus projetos e voltar ao mundo real.

Veja o trailer do primeiro Tron, de 1982:

Veja também o trailer do videogame original de Tron, que na época, rendeu mais que o filme:

Assim como em 1982 “Tron” era um filme diferente, sua trilha sonora não poderia ser menos diferente e a talentosa compositora Wendy Carlos foi escalada para o trabalho. Wendy Carlos, que já assinara a espetacular trilha de “Laranja Mecânica” (Stanley Kubrick, 1972), não foi menos brilhante em “Tron”, criando com competência uma delicada conexão emocional entre o espectador e as personagens.

Das 21 faixas que compõem a trilha sonora, 19 são assinadas por Wendy Carlos e executadas pela Orquestra Filarmônica de Londres. As outras 2, “Only Solutions” e “1990’s Theme”, são de ninguém menos que o Journey e encontradas apenas na trilha do filme, que, com exceção de “Only Solutions” é toda instrumental.

Ao todo, a trilha de “Tron” traz 58 minutos de muita dissonância, experimentalismo e sintetizadores. Um prato cheio não apenas para os fãs de trilhas sonoras, mas também para os que gostam da sonoridade progressiva de bandas como Emerson, Lake & Palmer e Triumvirat.

Ironicamente, quando o filme foi lançado, o CD (ou Compact Disc), ainda não existia e, a primeira edição em vinil, devido às limitações do formato, contava com apenas 18 faixas. Somente em 2002, com o lançamento da edição comemorativa de 20 anos do filme em DVD, a trilha original fora lançada em CD, completa e totalmente remasterizada. Infelizmente, nenhum dos dois formatos está disponível no Brasil. Com um pouco de sorte podem ser encontrados em sebos de usados e afins.

Comparados às tecnologias de hoje, o enredo e os efeitos gráficos de “Tron” podem não parecer muito empolgantes mas, em 1982, quando os computadores utilizados para a produção do filme não tinham sequer um milésimo da capacidade de qualquer computador pessoal de hoje, não deixa de ser impressionante o resultado final, colocando o filme como um dos mais influentes de todos os tempos do ponto de vista técnico. Sem dúvidas um filme à frente de seu tempo.

O que me fez, já no fim de 2009, lembrar da trilha de “Tron”? O trailer que assisti de “Tron Legacy”, a continuação da jornada de Kevin Flynn (vivido também por Jeff Bridges) e que chega aos cinemas, em 3D, no segundo semestre do ano que vem. E, enquanto 2010 não chega, procure nas locadoras o DVD do primeiro filme e prepare-se para a aventura.

Veja o trailer de Tron Legacy, com lançamento previsto para dezembro de 2010:

A trilha da seqüência estará a cargo da dupla Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter, do Daft Punk.

Algumas curiosidades sobre o filme:
- “Tron” não pôde concorrer ao Oscar de Efeitos Visuais porque os efeitos criados por computador não foram considerados válidos pela Academia.

- O ator Peter O'Toole não aceitou o papel de Dillinger (o chefe de Kevin Flynn) ao saber que iria contracenar com uma tela vazia.

- Entre as candidatas para o papel de Lora (que ficou com Cindy Morgan), estava a cantora do Blondie, Debbie Harry.
Postado por Cesar Dechen às 17h38
Artistas relacionados: Wendy Carlos, Journey
 
Quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Seguindo a sugestão da Luíza nos comentários do post anterior, coloquei a trilha de "Forrest Gump", de 2001, no meu player e assim que começa "Hound Dog" (Elvis Presley) noto que não é por acaso que filme e trilha sonora estão no topo da lista de meus favoritos de todos os tempos. De Elvis Presley a Aretha Franklin, de Buffalo Springfield a Lynyrd Skynyrd, a trilha de Forrest Gump representa uma verdadeira viagem no tempo através da música.

Forrest Gump nada mais é que uma fábula sobre o modo de vida americano. Amparado em fatos históricos, o filme se passa entre os anos 50 e 80, com a história sendo contada sempre do ponto de vista nada convencional de Forrest Gump (Tom Hanks) que, além de um problema na coluna que o obrigava a usar um aparelho nas pernas, tinha um QI que atingia apenas 75 pontos - segundo seu médico, 5 pontos abaixo da definição de normal.

Veja o trailer o filme:

Contrariando toda a lógica instituída, são justamente as limitações de Forrest que o colocam no centro de toda a ação ao tornar-se a estrela do time de futebol no colégio, herói na guerra do Vietnam, campeão de ping-pong, mostrar a bunda para o presidente Lyndon Johnson, ser o capitão de um barco de camarões, atravessar o país correndo de costa-a-costa e ficar milionário com o negócio de camarões. Tudo resumido num misto de Romance, Drama, Guerra e Comédia.

Voltando à trilha sonora, um dos momentos mais hilários do filme se passa quando, ainda na infância de Forrest, sua mãe (vivida por Sally Field) hospeda em sua pensão o ainda jovem Elvis Presley, de passagem pela cidadezinha de Greenbow (Alabama). Inspirado na forma um tanto desengonçada de Forrest dançar, Elvis cria o famoso jogo de pernas que o fez Rei do Rock.

Sem desmerecer qualquer uma das 32 faixas que compõem a trilha de Forrest Gump que, como o próprio sub-título do álbum ("32 American Classics on 2 CDs") indica, é recheada de clássicos e, citarei apenas 9 delas. Especialmente pelos momentos que retraram no filme, mas que juntas já valem o disco. São elas: "Land of 1000 Dances" (Wilson Pickett), "Fortunate Son" (Creedence Clearwater Revival), "Respect" (Aretha Franklin), "California Dreamin'" (The Mamas & The Papas), "Break on Through (To the Other Side)" (The Doors), "Volunteers" (Jefferson Airplane), "Sweet Home Alabama" (Lynyrd Skynyrd), "It Keeps You Runnin'" (The Doobie Brothers) e "Forrest Gump Suite", de Alan Silvestri que, além de Forrest Gump, já compôs para outros clássicos como "De Volta Para o Futuro I, II e III" e a série de TV dos anos 70, CHIPs.

Veja abaixo uma compilação com trechos das músicas citadas acima sobrepostas ao trailer:

Como já dizia a mãe de Forrest, "A vida é como uma caixa de chocolates. Você nunca sabe o que vai conseguir..." e, sei que pode parecer meio piegas, mas tanto filme como trilha são mais ou menos isso: sempre que assisto e ouço tenho uma grata surpresa.

Para fechar, Forrest Gump talvez encontre um paralelo na trilha de "American Graphitti", filme de George Lucas, de 1973. Mas isso é assunto para outro dia.
Postado por Cesar Dechen às 18h41
 
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