quarta-feira, 19 de junho de 2013
Sobre o Território da Música
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Quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Reprodução
Depois de anunciar, no domingo passado, na Feira Internacional de Música da França, que disponibilizaria 25 milhões de músicas para download gratuito em função de acordos com as grandes gravadoras, a Qtrax recuou e adiou o lançamento de seu site.

Durante o anúncio a Qtrax citou acordos com Warner, Universal, EMI e Sony-BMG, que foram desmentidos pelas gravadoras no próprio domingo e na segunda-feira. A EMI e a Universal disseram que estão negociando com a Qtrax, mas que não há nada estabelecido. A Warner e a Sony-BMG simplesmente negaram qualquer acordo.

A Qtrax não anunciou a nova data para o lançamento de seu serviço de download gratuito. Em seu site, www.qtrax.com, é possível baixar o programa que permite tocar, armazenar e compartilhar arquivos de música e que servirá também para fazer downloads, quando o serviço estiver no ar. Vale lembrar que não foi anunciada a disponibilidade de nenhum desses serviços no Brasil.
Postado por da Redação às 16h32
 
Quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Montagem / TDM
O Tribunal de Justiça Europeu informou essa semana que os provedores de acesso à internet na Europa podem se negar a fornecer dados que identifiquem seus usuários apoiados na lei. A lei prevê que, em casos de processos cíveis, o provedor não é obrigado a revelar a identidade do usuário, as informações seriam obrigatórias somente em casos de segurança pública ou de defesa nacional.

A Associação de Editores e Produtores de Música requereu da Telefonica espanhola alguns dados para identificar e apresentar queixas contra usuários do Kazaa que estariam partilhando arquivos de música protegidos por direitos autorais da Promusicae, uma associação espanhola de editores de música e filmes.

A empresa de telecomunicações e acesso à internet recusou o pedido. O tribunal espanhol pediu então orientação ao tribunal europeu, que resolveu apoiar o provedor embasando sua decisão na Lei e enfatizando que a proteção dos direitos autorais não deve prejudicar a proteção das informações pessoais.

Mas essa não deve ser considerada uma vitória para a pirataria. O mesmo tribunal europeu declarou que é preciso equilibrar ambos os direitos: tanto da privacidade do usuário quanto da proteção dos autores.

A decisão e orientação do tribunal europeu é de extrema importância para soluções de casos como esse pois nos últimos anos vários países europeus tem tomado decisões diferentes em casos de solicitação de informações pessoais e de compartilhamento ilegal de arquivos na internet. A falta de coerência provoca desunião entre autoridades e abre brechas cada vez maiores tanto para oportunistas da pirataria quanto para os piratas profissionais, que fazem disso um meio de vida.

No Brasil não há fiscalização sobre usuários de redes de compartilhamento. Não porque a lei seja maleável ou permissiva, mas por falta de estrutura, leis e políticas específicas. A ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Discos) aliada à APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música) vem tentando mudar essa situação no país.
Postado por da Redação às 12h20
 
Terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Montagem / TDM
De acordo com o relatório publicado pela IFPI - a Federação Internacional da Indústria Fonográfica - e apresentado no último dia 24 de janeiro para a imprensa mundial, as vendas de música digital cresceram 40% no mundo em 2007. O mercado movimentou algo em torno de US$ 2.9 bilhões no mundo. Em 2006 o faturamento havia sido de US$ 2.1 bilhões.

Com isso, a música digital passa a representar 15% da receita da indústria fonográfica mundial, o que pode ser considerada uma grande fatia do mercado, principalmente se tivermos em mente que até 2003 o faturamento do formato era praticamente nulo. Ainda de acordo com o relatório, os países que lideram o ranking de vendas de músicas digitais no mundo são Estados Unidos, Japão e Inglaterra. O Brasil não aparece entre os dez primeiros da lista.

No mesmo relatório, a IFPI traz o levantamento referente à pirataria, que tem preocupado a indústria fonográfica: para cada música digital baixada legalmente, foram feitos 20 downloads ilegais em 2007.

A ABPD - Associação Brasileira de Produtores de Discos - publicou pela primeira vez estatísticas oficiais sobre o mercado de música digital no Brasil. As receitas com música digital no país apresentaram no ano passado um aumento de 185% em relação a 2006. Cerca de 8% do faturamento total do mercado brasileiro de música em 2007 veio das vendas digitais. No ano anterior esse percentual foi de apenas 2%.

Paulo Rosa, Presidente da ABPD, enfatiza a importância da internet e da música digital para o futuro da indústria fonográfica, mas indica: “...para que este futuro se torne realidade, segundo aponta muito bem o IFPI, é imperativo que os provedores de acesso à internet assumam um papel muito mais pró-ativo e eficaz na proteção dos direitos dos criadores de música, que vem sendo sistemática e flagrantemente desrespeitados em suas redes, em benefício de um mercado on-line sadio e legítimo”.

Fazendo eco com as declarações de John Kennedy, executivo da IFPI, a ABPD também acredita que a cooperação entre a indústria da música e os provedores de acesso à internet seja a maneira mais eficiente de controlar e reduzir a pirataria e sua concomitante violação de Direitos Autorais.
Postado por da Redação às 14h05
 
Segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Reprodução
Um acordo entre diversas gravadoras e o serviço de música online Qtrax anunciado neste domingo durante o Midem - feira mundial da música que acontece em Cannes, na França - cria o que os responsáveis estão chamando de “o primeiro serviço grátis e legal de P2P”.

O usuário poderá fazer download gratuito das músicas e para isso precisa ir ao site da Qtrax (www.qtrax.com) e baixar um software específico, o Songbird. As faixas possuirão o dispositivo DRM para que as gravadoras possam saber quantas vezes as músicas foram baixadas e tocadas. Não foram especificados, no comunicado, que tipo de restrições o dispositivo irá criar para o usuário.

A Qtrax pretende pagar os direitos referentes às canções com a receita gerada pelos anúncios publicitários no site - da mesma maneira que a Last.fm anunciou na semana passada. McDonald’s, Nintendo, Samsung e ESPN são alguns dos anunciantes que assinaram campanhas publicitárias com o site.

A diferença do Qtrax é a possibilidade de baixar e compartilhar as músicas, que na Last.fm estão disponíveis apenas em streaming. Assim como o serviço da Last.fm, o Qtrax não está disponível para residentes do Brasil. Por enquanto o serviço atende Estados Unidos e Canadá. Allan Klepfisz, diretor executivo da Qtrax, disse que outros sete países serão anunciados em breve.

Num primeiro momento, essas canções não são compatíveis com iPod, mas Allan Klepfisz já anunciou que uma ‘solução’ para o iPod - uma versão do software para Mac OS X - deve ficar pronta até o dia 18 de abril. O desenvolvimento da ferramenta usada pelo Qtrax custou cerca de US$ 30 milhões.

Apesar dos executivos da Qtrax terem anunciado acordos com EMI, Sony BMG, Universal Music e Warner Music, algumas dessas parcerias ainda não estão fechadas e as negociações continuam em andamento, conforme publicaram os jornais norte-americanos Silicon Alley Insider e LA Times, no domingo. Até o fechamento desta matéria o site da Qtrax estava fora do ar.
Postado por da Redação às 14h46
 
Quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Reprodução
Após muitas especulações sobre o futuro da Last.fm, a rádio começou a oferecer nesta quarta-feira, dia 23, canções inteiras para serem ouvidas gratuitamente. Em seu blog, a rádio publicou um comunicado, explicando as novidades: cada usuário poderá ouvir uma mesma música, na íntegra, por três vezes até que seja notificado sobre fazer uma assinatura.

O site fechou acordos com as quatro maiores gravadoras - EMI, Sony BMG, Universal e Warner - e também com muitos outros selos e artistas independentes para se tornar o possuidor do maior catálogo legal de música online, em streaming, gratuito. Mais que isso, o ouvinte agora poderá escolher o que quer ouvir e quantas vezes quer ouvir.

A Last.fm explica ainda que pagará aos artistas independentes diretamente. Para artistas ligados a gravadoras, os royalties são pagos a seus detentores. A cada vez que a canção for ouvida o artista recebe um valor, o que significa que o artista mais ouvido receberá mais que um artista com poucos ouvintes e não haverá um valor pré-fixado. Bandas novas poderão enviar suas músicas para a Last.fm e até faturar uns trocados - ou uma quantia considerável, se cair no gosto da audiência.

A receita para pagar a todos os artistas virá principalmente da publicidade veiculada no site. As novidades por enquanto podem ser conferidas apenas por usuários residentes nos EUA, Reino Unido e Alemanha, mas a rádio já avisou que pretende abranger seu alcance para outros países.

Comprada pela CBS no ano passado, a Last.fm conta com mais de 15 milhões de usuários cadastrados.
Postado por da Redação às 15h45
 
Quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Divulgação
A Lei Rouanet precisa ser melhorada. A opinião é do próprio ministro da Cultura, Gilberto Gil, que diz estar “considerando”, desde que assumiu o ministério, a necessidade de reformular a lei que permite a isenção fiscal a partir da destinação de recursos para a produção artística (Lei 8.313, de 1991).

De acordo com o ministro, a legislação tem permitido, entre outras coisas, que as empresas invistam apenas em espetáculos e ações de grande visibilidade, em sua maioria, na Região Sudeste e ao longo do litoral.

“É necessário corrigir mecanismos na lei que permitam o cumprimento da exigência de regionalização, do compromisso com a produção artística local”, disse Gil à Agência Brasil enquanto retornava de sua viagem de dois dias ao Amazonas.

Gil promete levar o assunto ao Congresso Nacional ainda este ano e garante que reivindicações da classe artística, como a possibilidade de o Estado promover investimentos diretos, com orçamento próprio, serão levados em consideração.

“Isso tem de estar casado com a capacidade orçamentária do ministério. Para você transformar aportes que estão vindo de renúncia fiscal em aportes que venham diretamente do orçamento, através de uma lei de fomento à produção artística, é preciso uma melhoria do nosso orçamento. Com o atual, não podemos fazer isso.”

Em linhas gerais, setores da classe artística defendem que o próprio ministério poderia administrar a aplicação dos recursos obtidos com a lei, tirando dos departamentos de marketing das empresas o poder de escolher onde investir.
 
Terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Reprodução
A Abert, Associação Brasileira de Emissoras de Radio e Televisão, em parceria com o Instituto Mackenzie está realizando os testes para a implantação do Rádio Digital no Brasil. As cidades de São Paulo, Belo Horizonte e a região de Ribeirão Preto foram escolhidas para a aplicação dos testes.

Ronald Barbosa, assessor técnico da Abert, falou na própria Rádio Abert, disponível no site oficial da associação, sobre as mudanças que deverão acontecer na troca da tecnologia analógica para a digital. Barbosa enfatiza que é preciso saber a área de cobertura das emissoras e também que se façam medições de campo para estabelecer a abrangência dessa área, identificando as deformidades, já que os ruídos e distâncias nos grandes centros dificultam a avaliação dos dados de cobertura. Com isso, os testes deverão se estender até o mês de abril.

Ainda sobre a Abert, a associação encomendou uma pesquisa à Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a realização do primeiro Censo da Radiodifusão Brasileira. A pesquisa irá identificar os dados relevantes que envolvem o setor como a receita das empresas, número de funcionários, condições da infra-estrutura, natureza da programação, volume de produção própria e investimento em equipamentos.
Postado por da Redação às 15h56
 
Segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Reprodução
Os games Rock Band e Guitar Hero, que simulam instrumentos musicais, estão aumentando o número de downloads pagos de música. Segundo informações da MTV e Harmonix, responsáveis pela criação e lançamento do Rock Band no final do ano passado, foram feitos 2,5 milhões de downloads pagos das canções adicionais do jogo.

Já o Guitar Hero III, lançado em novembro do ano passado pela Activision, registrou um número ainda mais impressionante: 5 milhões de músicas, referentes à trilha do game, vendidas.

A versão original de cada um dos jogos possui um repertório das músicas para que os jogadores possam ouvir e competir ‘tocando’ de acordo com as regras de cada jogo. Os dois games se aproveitam da busca por novidades por parte dos usuários para colocar à venda mais músicas que possam integrar o menu original.

O veterano no setor, o Guitar Hero, disponibiliza pacotes com canções novas e relançamentos de edições anteriores. O “Rock band” disponibiliza toda semana uma nova canção para o jogador comprar. Pacotes com três músicas também podem ser adicionadas ao jogo. Os preços variam entre US$ 0,99 e US$ 5,50.

Ainda segundo a MTV, o pacote de canções mais vendido foi o que continha três músicas do Metallica: “Ride the Lightning”, “Blackened” e “And Justice for All”. O Slipknot, que está na trilha do Guitar Hero, teve suas vendas digitais aumentadas em mais de 100%.

O sucesso desse formato levou a MTV a contatar diversas bandas independentes pensando no possível lançamento do artista nesse novo formato: trilha sonora de game. O que indica mais uma dor de cabeça para as gravadoras.
Postado por da Redação às 16h17
 
Sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Reprodução
A renomada Universidade Livre de Música (ULM) abriu inscrições para os seus cursos regulares de música em 2008 nos núcleos Luz e Brooklin na cidade de São Paulo. Entre os cursos oferecidos pela ULM estão o de Musicalização Infantil, Canto Lírico, Clarinete, Composição, Fagote, Flauta, Flauta Doce, Oboé, Percussão, Piano, Regência Coral e Regência Orquestral.

O processo seletivo inclui uma audição do candidato por uma banca examinadora composta por professores da escola. Maiores detalhes poderão ser obtidos no ato da inscrição. Os cursos regulares são gratuitos, mas há uma taxa de R$ 35,00 para inscrever-se e, no caso de aprovação do candidato, uma matrícula no valor de R$ 25,00.

As inscrições poderão ser feitas até 21 de Janeiro somente pela Internet, nos sites www.ulm.org.br ou www.centrotomjobim.org.br.
Postado por da Redação às 16h47
 
Quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Reprodução
A Feira da Música de Fortaleza já está com inscrições abertas para a 7ª edição, que acontece de 13 a 16 de agosto em Fortaleza, no Ceará. Podem se inscrever instrumentistas, bandas e cantores do Brasil e do exterior, dos mais diversos gêneros, como música de raiz, rock, jazz instrumental, hip hop, MPB entre outros. O prazo final de envio do material é dia 17 de março.

A Feira da Música também recebe, nesse período, propostas de conferências, palestras, oficinas entre outras atividades ligadas à música, a fim de compor a programação do VII Encontro Internacional da Música. Para isso, os proponentes devem enviar a apresentação do tema, justificativa e currículo.

A ficha de inscrição está disponível no site www.feiramusica.com.br e deve ser encaminhada para a Midiamix Comunicação, produção do evento, juntamente com um CD demo contendo, no mínimo, três músicas, ficha técnica com relação dos músicos e instrumentos, além de um breve release. O endereço para envio é Rua Engenheiro Plácido Coelho Júnior, 180, Vicente Pinzon – Fortaleza/CE, CEP 60175-635. Contatos pelo telefone (085) 3262-5011 ou pelo e-mail secretaria@feiramusica.com.br.

A indústria de instrumentos, equipamentos, acessórios, gravadoras, produtoras, editoras, distribuidoras, luthiers, entre outras empresas ou profissionais do mercado musical também já podem entrar em contato com a RPS Eventos, em São Paulo. Para a aquisição de estandes no Pavilhão de Exposições da Feira da Música. O contato é (011) 3333-7878 e contato@rpsfeiras.com.br.

Lançada em 2002, a Feira da Música é pioneira no Brasil no âmbito da música independente, representando um importante pólo de discussão, divulgação e intercâmbio da produção musical e da indústria fonográfica, de instrumentos e equipamentos. Nesse período, tem gerado soluções para a cadeira produtiva da música, contribuindo para a consolidação de uma rede nacional e abertura de um mercado internacional para a produção independente.

A Feira da Música é uma realização da Associação dos Produtores de Discos do Estado do Ceará, a PRODISC.
Postado por Por Degágé Assessoria às 11h41
 
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