Capa do Anuário Promusic 2005
O guia Promusic 2005 circula com 5300 registros para consultas e informações sobre lojas, estúdios, escolas, empresas de serviços e fabricantes de equipamentos, acessórios e instrumentos musicais de todo o Brasil . Editado pela Arroio Editorial, é recheado com várias matérias de interesse de músicos e do mercado musical. Nas bancas com 168 páginas ilustradas, a publicação tem ainda um "Quem é Quem" apontando pessoas que mais se destacaram em suas atividades no ano de 2004.
Confira na relação abaixo os destaques do Anuário Promusic:
Músicos:
Gyba Favery (baterista)
Celso Pixinga (baixista)
Faiska (guitarrista)
Marcelo Elias (tecladista)
Banda:
Grooveria (Tuto Ferraz)
Maestro:
Roberto Sion
DJ:
Patife
Técnico de estúdio:
Omid Bürgin
Empresário:
Manoel Poladian
Arranjador:
Nelson Ayres
Produtor:
Otávio de Moraes
Casa de espetáculos:
Tom Brasil
Gravadora de CD:
Trama
Bar com música ao vivo:
Bar da Mata
Prensadora de CD
Sonopress:
Estúdio de Gravação:
Mosh Studios
Escola de Música:
EM&T-Escola de Música e Tecnologia
Orquestra:
Sinfônica Jovem Maetro Eleazar de Carvalho.
Lico Navarro - Da redação TDM
O que era um prédio abandonado e decadente é hoje um dos pontos mais valorizados da Cidade. A Galeria do Rock renova seu prestígio e sua fama já ultrapassa as fronteiras do Brasil, constando inclusive no Guiness Book como o maior conglomerado de atividades e lojas dedicadas ao rock no planeta.
O ressurgir das cinzas
Antes a decadência e degradação comum aos prédios que ocupam o centro de grandes metrópolis tomava conta do espaço, mas a obstinação e dedicação de uma nova administração e alguns lojistas mudaram esse cenário. O local chamado de "Grandes Galerias" que se ficou mais conhecido como Galeria do Rock exibe hoje um glamour explêdido. Estima-se que alí, um ponto comercial vale mais do que na maioria dos shopping-centers da cidade.
A Galeria do Rock é um conglomerado de 450 estabelecimentos comerciais, quase todas associadas ao mundo do rock. São vendidos CDs, discos, vídeos, camisetas, acessórios, bandeiras, pôsteres, acessórios e itens de decoração. Há também estúdios de piercing e tatuagem e sedes de fã-clubes, como o Magical Mystery Tour (Beatles), Sepultura, e Raul Seixas. Os outros são lojas de roupas, estabelecimentos de serigrafia, salões de cabeleireiros, oculistas, alfaiates, etc.
O prédio onde hoje se encontra a Galeria foi fundado em 1963, com o nome de Shopping Center Grandes Galerias, um centro comercial diversificado com lojas de serigrafia, salões de beleza, locais que realizavam consertos de TVs e outros. No final dos anos 70, o edifício passou a começou a haver uma “invasão” de lojas de disco voltadas principalmente para o rock, comandada pela loja Baratos Afins, a primeira que se instalou por ali.
História:
O projeto arquitetônico é de Alfredo Mathias, um arquiteto que emprestou o seu excepcional talento em cada detalhe arquitetônico. A fachada em formato ovalado é uma marca do artista que também foi o responsável pelo projeto do conhecido Edifício Copan.
Os anos 80, na Galeria, foram marcados por divergências e conflitos entre gangues, uso indiscriminado de drogas e um certo abandono. Descontes com a administração do síndico e cansados dos prejuízos os lojistas organizaram-se e elegeram um novo síndico. Desde então a história da Galeria tomou um novo rumo. Já não há mais restrições em frquentar o local, tanto que é frequentada por pessoas de todos os níveis e tribos sem os riscos do passado. A Galeria se instituiu firmemente como um ponto turístico alternativo e referência para todas as tribos ligadas ao rock. Personalidades como Bruce Dickinson (vocalista do Iron Maiden) e Kurt Cobain (ex-vocalista do Nirvana) e bandas como Dream Theater, Paradise Lost e Sepultura já passaram por lá para tardes de autógrafos, fazer compras, ou apenas desfilar pelos corredores.
O lugar de todas as tribos.
Ao contrário do que acontecia em outras épocas, hoje em dia na Galeria do Rock as várias tribos convivem pacificamente. O motivo? A limpeza, conservação e segurança inspiram os frequentadores a se comportar de acordo com o ambiente. Essa revitalização do espaço deve-se principalmente ao seu administrador Antonio de Souza Neto que, diante das condições que enfrentou no início de sua gestão, foi qualificado de "Santo milagreiro" pela imprensa e pelos lojistas. Antonio que além de fotógrafo é sociólogo, aplicou-se com obstinação em sua tareja de remoderar e emprestar ao lugar o prestígio de que hoje desfruta. Ele revela que não foi fácil cumprir essa tarefa pois no início, funcionavam apenas 80 das 450 lojas existentes, o prédio apresentava vazamentos, a rede elétrica era fator de risco e tudo o mais apresentava sinais de degradação. Hoje o panorama é diferente: valorizada pela maravilhosa arquitetura original, 20 mil pessoas por dia circulam entre corredores limpos e com segurança. As lojas, apesar do apelo underground, tem vitrines produzidas e o mix de produtos que ostentam atendem à todas as tribos. O "Santo milagreiro" exibe com orgulho um "clipping" com inúmeras materias sobre a Galeria nos principais veículos do país e vários do exterior.
Alguns números da Galeria:
-Área: 6 mil metros quadrados
-Lojas: 450 (cerca de 200 de CDs)
-Público: 20 mil clientes/dia
-Segurança: 20 homens.
Lico Navarro - Redação TDM